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Criação do red crested finch (Coryphospingus cucullatus) |
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Por Eduardo Jorge Esta ave é natural da Guiana, Norte do Brasil, Uruguai, Argentina, etc. Vive sobretudo em zonas de vegetação rasteira densa onde exista água, mas também em parques e jardins. O macho tem uma cor de vinho com uma crista muito vermelha, enquanto a fêmea é de forma geral de cor castanha. À cerca de 2 anos atrás falei com uma pessoa de idade, e que já faleceu, para poder comprar ou trocar 2 casais destas aves, depois de muito negociar resolvi obter estes lindos pássaros, o que não foi assim muito fácil pois esta pessoa nem por nada se queria desfazer deles. Assim foi feito o negòcio: 2 casal de Pintarroxos de queixo preto (Carduelis flammea) por 1 dos casais e o outro teria que o comprar. Assim foi e 3 dias depois recebi os meus 2 casais. Era mais ou menos no meio de Agosto quando recebi os meus casais e como não sabia nada a respeito destes pássaros, telefonei ao homem para saber o que devia fazer, o que é que eles comiam, a maneira como eles criavam, etc. Ele deu-me todas as informacoes que lhe pedi mas se eu fosse seguir estas informações ainda hoje estava a espera que eles criassem. O comer deles é constituido de uma parte de mistura para exóticos com uma parte de semente de nabo e alguns bichos de farinha, mas eu resolvi dar-lhes também uma parte de mistura de canário e também uma parte de alpista, tambem por mim mesmo dei-lhes sementes germinadas da mesma mistura e também uma metade de maçã amarela que eles muito apreciam. Mas não se deve esquecer que estes pássaros precisam sempre de alimento vivo neste caso bichos da farinhas e grilos de pequeno tamanho. Os meus casais vieram na mesma caixa mas separados, e foi-me dito que já estavam acasalados, eu confiei nisso e foi o meu grande erro. Ele disse-me para eu pôr 2 ninhos o mais alto possivel no aviário e dar-lhes algodão que o resto era com eles, assim o fiz mas o caso era outro. Eu sempre reparei que estes pássaros andavam quase sempre perto do chão do viveiro e nunca iam para perto do ninho lá no alto. Como eu tinha reparado nisso resolvi pôr uns ramos com 1 ninho a cerca de 1 metro do chão, assim que eu mudei o sistema reparei que o casal ia diversas vezes para o ninho, resolvi dar-lhes o algodão, mas mais uma vez vi que estava alguma coisa errada pois eles não o aceitavam. Dei-lhe toda a espécie de materiais, dos quais eles só aceitaram 1: fibras de côco. O ninho era muito mal feito pois podia ver-se tudo. Por volta de Outubro os 2 casais começaram a pôr ovos, apenas 2 de cada vez pois os ovos eram bastante grandes para um pássaro tão pequeno, maiores que os dos canários, apenas um dos casais pôs 3 ovos e isto só aconteceu uma vez. Segundo erro, os casais não eram compatíveis, embora todos os ovos fossem férteis e todos nascessem, as crias não duravam mais que um dia no ninho. Num dos casais o macho atirava com os pequenos fora do ninho o outro assim que eles nasciam picava-os até eles morrerem. Este era um dos meus maiores problemas e não sabia como resolvê-lo. Resolvi pôr os ovos debaixo dos canários e nasceram bem mas ao fim de 7 dias começaram a morrer um por um. Isto, e depois de morrerem apenas 11, resolvi deixar dois ovos debaixo dos canários por 5 dias ao fim destes resolvi pôr os pequenos debaixo duma fêmea que tinha ovos de plastico ela levou um bom bocado de tempo para os aceitar mas por fim lá se sentou neles, tirei o macho para o viveiro seguinte onde ele pudia ver sempre a fêmea. Ela se encarregou de dar de comer aos pequenos e então vi por que razão eles morriam debaixo dos canarios, eu contei quantas vezes a fêmea dava de comer aos pequenos. Seguidos contei 35 bichos da farinha, mas não era como os canários mas sim como o tentilhão da maneira que o comer era dado. Terceiro erro: a estes pássaros não se deve dar só bichos da farinha pois os pequenos sairam do ninho com as pernas e os bicos deformados, resolvi deixar o macho juntar-se a fêmea e 5 dias depois eles estavam mortos, o macho matou-os com a cabeca toda picada. Assim se acabou a minha primeira tentativa de criação: nada. |
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No ano segunte resolvi trocar os machos, nesse ano nem sequer puseram ovos apenas lutavam e não era pouco pois as penas voavam por todos os lados. Este ano depois de muito pensar comecei a ver como e que eles se portavam na época da criação, resolvi comprar 2 ninhos feitos de fibras de coco e voltei a pô-los um pouco mais baixos quase rente ao chão. Eles nem levaram qualquer material para o ninho usaram apenas o que lhes dei. Ambas as femeas puseram 2 ovos e eram férteis. A incubação destes ovos leva apenas 12 dias ao fim dos quais eles nasceram. Resolvi dar-lhes desta vez diferentes tipos de alimentos. Assim que eles nasceram comprei grilos dos mais pequenos que encontrei pareciam formigas, 1 caixa com 300 durava apenas 3 dias, 6 dias depois comprei maiores, e comecei a dar-lhe também bichos da farinha cerca de 10 por dia. O que me deixou intrigado foi que a cerca dos 10 dias depois de nascerem foi dar com os pequenos no chão e como tal não sabia o que tinha acontecido, mas deixei-os lá ficar. |
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Eles são como um canário com 2 semanas de idade sem penas no corpo todo e o rabo que quase nem se via. A fêmea tratou sempre bem deles mas o macho nunca o vi dar-lhe de comer. Nos dois casais que eu juntei, os machos não interferem em nada, nem com as fêmeas, nem com os pequenos, agora parece que tenho os casais como deve ser, não é nada parecido como no principio, como o homen mos enviou. Por isto eu vejo a razão porque e que eles criam numa vegetação rasteira, eles saiem do ninho muito pequenos, pelo que se pode deduzir, mas ficam lá por perto escondidos. Dos 4 que nasceram 1 morreu pouco depois de sair do ninho os outros 3 já estão separados dos pais. Enquanto estou a escrever este artigo tenho novamente as 2 fêmeas em ovos. Por isso peço a todos os criadores de exóticos para verem quando compram alguns casais, vejam e olhem bem pois com eles nos criadores aprendemos e eles connosco não aprendem nada. E.JORGE. (texto e fotos gentilmente cedidos pelo autor) © Copyright, Eduardo Jorge 2001 |
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