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Factores de Escurecimento em Agapornis roseicollis |
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Por Pedro Ramalho Sendo uma das mutações mais populares, este factor, que apareceu na Alemanha, actua provocando uma diminuição da parede da medula da pena, onde se encontram os pigmentos melânicos, aumentando assim a quantidade de luz que estes absorvem. Este factor é, geneticamente, codominante, ou seja, as aves com um ou dois genes tem cores diferentes. Se tiverem um só gene ( heterozigóticas ) são chamadas de verdes escuras, ou, se forem da linha azul, cobaltos; se tiverem dois genes são chamadas oliva e malva, não é pois possível haverem portadores do factor de escurecimento. É de notar que esta mutação é na realidade constituída por três pares de genes: o E1 , E2 , e E3. Estes têm um comportamento igual com a diferença que as aves E1 são mais claras que as E2 e por sua vez estas mais claras que as E3, tem-se tentado obter um triplo homozigótico, uma vez que os efeitos dos genes são cumulativos, teoricamente, o resultado seria uma ave quase preta. O factor de escurecimento pode ser combinado com a maioria das outras mutações mas, como é evidente, o seu efeito não é visível nas aves que não têm melanina, como no caso dos lutinos, e é pouco visível nas aves com pouca melanina, como os Ino Australianos. Uma cor que pode ser confundida com a forma heterozigótica do factor de escurecimento é o violeta. Com efeito, também este factor provoca um escurecimento da cor do corpo, no entanto, uma vez que este factor funciona pela alteração do comprimento de onda que as penas vão reflectir, dado que aumenta o diâmetro da medula o que causa a absorção das ondas de luz com grandes comprimentos de onda e a reflexão das com pequenos comprimentos de onda, assim um tom violeta é visível no corpo da ave. Sendo que ambos os factores são estruturais, ou seja, funcionam modificando a estrutura da pena vão causar interferências um ao outro, nomeadamente na forma homozigótica do factor de escurecimento não é visível o efeito violeta.
Um outro factor que pode ser confundido com estes dois é o violeta Americano, no entanto, há grandes dúvidas sobre a existência real deste factor e, mesmo que tal exista, não é provável que os criadores lhe dediquem muita atenção, uma vez que é menos colorido que o violeta. Apareceu recentemente, mais concretamente em 1990, na Dinamarca um Verde cinzento que, ao contrário das outras mutações, não é de natureza estrutural mas sim pigmentária e vai causar uma perda total de phaeomelanina. Estas aves podem ser distinguidas dos olivas por terem a rabadilha de cor azul cinzento, no entanto devido à sua raridade não é provável que nos tempos mais próximos cheguem a Portugal. © Copyright, Pedro Ramalho 1999 |