Parasitas

De entre os diversos males que afectam as aves os parasitas são dos mais comuns. Para quem pensa que não estão lá e não vale a pena preocupar-se sugiro que faça um exame às fezes das aves e às penas.

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Parasitas

Os parasitas são seres que vivem à custa de outro sem benefício deste, chegando em alguns casos a prejudicá-lo seriamente. No caso das aves podemos distinguir dois grupos distintos de parasitas: ectoparasitas (exteriores) ou endoparasitas (interiores).

Os ectoparasitas são sobretudo ácaros, vulgarmente chamados de piolhos, embora os piolhos não sejam ácaros. Na verdade estes seres são da família das aranhas e algumas espécies afectam as aves. Existem dois tipos principais de ácaros os vermelhos e os amarelos de maiores dimensões. Uma ave afectada coça-se frequentemente e pode mesmo perder penas. Não são especialmente preocupantes mas incomodam muito as aves. São fáceis de combater se limparmos bem os ninhos após cada postura e colocarmos um produto específico para desinfectar o material de ninhos usado ("Acariasma" da AviZOON, por exemplo). Um spray aplicado sobre as aves sempre que por necessário ou, como prevenção antes de cada postura também funciona. Este tratamento deve ser feito todas as três semanas. Posso dizer que em 3 anos com viveiros exteriores com várias dezenas de aves nunca tive de intervir neste aspecto limitando-me a limpar os ninhos. O banho é muito importante para a higiene das aves e contribui muito para combater os ácaros.

Um outro tipo de ácaros causa as doenças que conhecemos como face escamada e pernas escamadas. Estas são mais difíceis de combater e exigem o uso de medicamentos como a Ivermectina ou "Scatt", os mesmos que podemos usar para combater os ácaros internos dos sacos aéreos, tão frequentes em Diamantes-Gould. Estes tratamentos são feitos por aplicação tópica de uma dose destes produtos repetindo todos os 21 dias para apanhar os ácaros adultos e ovos que entretanto nasçam.

Além dos ácaros existem outros - endoparasitas, geralmente a nível intestinal. Os mais comuns são os ascarídeos, frequentes em alguns psitacídeos. Existem desparasitantes que são aplicados na água em dois tratamentos espaçados 21 dias. Os sintomas nem sempre são evidentes e podemos recorrer a uma análise das fezes por um veterinário. Eu uso dois tratamento anuais um antes da reprodução outro antes da muda porque as aves nos viveiros exteriores estão em contacto com insectos e aves selvagens que podem ser portadores destes parasitas. Só em casos excepcionais (com exame veterinário positivo) realizo mais desparasitações.

O exame parasitológico é extremamente simples e pode mesmo ser feito em casa com conhecimentos mínimos de parasitologia e práticas laboratoriais, de qualquer modo não é uma coisa cara e caso seja negativo o que gastamos com o exame é o mesmo que gastaríamos com uma desparasitação, com a vantagem de que poupamos as aves de um tratamento químico desnecessário.

 

Coccidiose

A coccidiose é um parasita protozoário que provoca irritações no intestino. Um exame às fezes pode revelar a presença de oócitos de Coccidia. Este parasita é tão comum que a quase totalidade das rações industriais para aves inclui substâncias inibidoras da coccidiose. Isto não acontece com as nossas aves mas se necessário podemos dar-lhes os mesmos coccidiostáticos que existem nas lojas especializadas. Normalmente existem em produtos para pombos. São especialmente afectados os fringilídeos e não sei até que ponto grande parte das perdas dos nossos criadores de canários não se deverá a este agente. Volto a repetir um exame às fezes que custa cerca de 3000 escudos é o suficiente para travar este parasita agindo depois com os medicamentos adequados.

O problema da coccidiose é que passa geralmente despercebida pois o parasita vive no intestino sem causar estragos mas em qualquer momento, geralmente numa situação de stress, começa a reproduzir-se rapidamente e então já pouco podemos fazer. Daí os produtos se denominarem coccidiostáticos e não anticoccídios, quando o parasita está em repouso podemos evitar que se reproduza à base de produtos sulfanados, mas uma vez que inicie a sua reprodução o mais provável é que a ave morra. Alturas de humidade e calor são propícias ao desenvolvimento dos coccídios pelo que temos de estar atentos. Dum modo geral gaiolas com grades no fundo e tratamentos e exames regulares mantém as coisas controladas. As grades são aliás o melhor modo de prevenir parasitas porque a reinfecção é minimizada. Como as aves não chegam às fezes acaba por se ir reduzindo o nivel de parasitismo, não quer dizer que este termine, mas sim que é reduzido!

Os produtos que podemos usar são o Baycox e a solução aviose, por exemplo. O Baycox é muito eficaz mas também é caro pelo que não compensa para pequenos efectivos. Além disso é um tratamento extremamente duro para as aves e pode ter efeitos secundários. Em minha opinião só deve ser usado em casos extremos e como curativo, nunca preventivo e acompanhado por um veterinário e exames regulares.

Para quem tem fringilídeos indígenas (porque os há...) estes tratamentos são indispensáveis!!!! A coccidiose existe nestas aves e grande parte dos problemas reprodutivos são causados por este agente. Pode causar a morte das crias com 5-6 dias de vida desgastando progressivamente os adultos até que um situação de stress lhe dê a oportunidade de se desenvolver.

 
Histomaniose e Trychomaniose

 

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